Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo. Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.
Eu te respiro, mas não te expiro, entende? Você entra nos meus pulmões e não sai mais. Eu sei, eu sei, falta-me romantismo nas comparações, mas entenda bem, meu amor, que eu ando sem palavras ou pensamentos. É você nos pulmões, no sangue, no coração, nos pensamentos e em cada centímetro meu. É você até nos silêncios.
Invés de ficar, por exemplo, assim sentado “ah, mas eu não consigo nada, mas é tudo tão difícil.” Difícil vírgula. Se você tá afim de fazer alguma coisa, você faz, entendeu? Não tem essa de que ta difícil. Por mais difícil que seja.